Terça-feira, Julho 29, 2008

Continuar, continuar!!!

[Salve Ferris, ou Curtindo a vida adoidado. Porque curtir a vida adoidado é excelente]
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Pesa-Nervos ou A continuação do fim do mundo. E John Cage, no livro De segunda a um ano, escreveu: "Eu visitei Hamada. Erguendo-se do torno, ele disse: Eu não estou interessado em resultados; negócio é ir pra frente". E depois, noutra passagem, diz: "(Durma sempre que puder. Seu trabalho continua sendo feito. Você e ele não têm mais modo de separar-se)". E, por fim, ou por fim aqui, esta passagem: "Todas as atividades se fundem num único propósito, que é nenhum propósito". Nenhuma pergunta?! Nenhum comentário?!
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Comentarei Copi (do Cesar Aira) o disco novo do CSS (Donkey), e as capas dos discos antigos do AC/DC. Em breve, esperem!!!
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Sem paciência para digitar (e com muita coisa para falar). A continuação continua amanhã!!!
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agefqtj-

Sexta-feira, Julho 25, 2008

Uma oração

"Protegei-nos, são Waits da mediocridade que, diariamente, nos cerca, nos tenta e nos faz mal. Livrai-nos dos que dela fazem uso. Assim seja".
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A revolução descansa no fim-de-semana!!!
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Flor, te amo!!!
agefqtj-

Quinta-feira, Julho 24, 2008

Everybody must get stoned!!!

Cansado, Dylan?! Ou chapado?!
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Do Livro das perguntas de Pablo Neruda: "Há alguma coisa mais triste no mundo que um trem imóvel na chuva?", "Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?", "As lágrimas que não choramos esperam em algum lago?", "Há coisa mais boba na vida que chamar-se Pablo Neruda?". Alguém quem perguntar alguma coisa?!
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Cantar?! Cantaremos: "Well, they'll stone you when you walk all alone / They'll stone you when you are walking home / They'll stone you and then say you are brave / They'll stone you when you are set down in your grave / But I would not feel so all aloneEverybody must get stoned"
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agefqtj-

Terça-feira, Julho 22, 2008

Dizer alguma coisa ou não dizer?!


Marcel Duchamp em seu atelier. Numa fotografia da fotografia que está no MAM. Dupla confirmação de uma presença, ou de uma ausência (Flor, obrigado pela fotografia da fotografia). Confirmação, e nas palavras de Susan Sontag no livro Sobre fotografia: "Fotos fornecem um testemunho. Algo de que ouvimos falar mas de que duvidamos parece comprovado quando nos mostram uma foto. Numa das versões da sua utilidade, o registro da câmera incrimina (...) Numa outra versão de sua utilidade, o registro da câmera justifica. Uma foto equivale a uma prova incontestável de determinada coisa aconteceu. A foto pode distorcer; mas sempre existe o pressuposto de que algo existe, ou existiu, e era semelhante ao que está na imagem".
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Ao mesmo tempo é o nome do livro novo de Susan Sontag.
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Contra-revolução que diz alguma coisa ou não diz (diz não?!). E ainda Duchamp, na famosa entrevista com Pierre Cabanne:
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Pierre Cabanne: Você já tinha tomada a decisão de parar de pintar?
Marcel Duchamp: Não a tomei, ela veio sozinha, pois o Vidro já não era uma pintura. Era uma pintura sobre vidro, se você quiser, mas não era uma pintura, havia bastante chumbo, e muitas outras coisas. Estava desligado da idéia tradicional de pintura, com seu pincel, sua palheta, sua essência de terebintina, uma idéia que já havia desaparecido de minha vida.
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agefqtj-

Segunda-feira, Julho 21, 2008

Depois da continuação...


A banda AC/DC lançou Dirty deeds done dirty cheap em 1976. Ela foi criada em 1973 (ano em que a revolução nasceu). As capas (as mais antigas pelo menos) são excelentes. Comento, ao londo destes dias sem chuva, algumas delas. A capa de Dirty deeds é bacana porque as pessoas que nele aparecem tornam-se ameaçadoras (enfim, suspeitas) por causa da faixa preta em seus olhos. Gosto do cão, mas ele não tem a faixa preta nos olhos. Quem é mais ameaçador na foto desta capa?!
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Eu ainda não tenho uma faixa preta nos olhos!!!
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Chegando de SP. Muitas novidades, e muitas fotinhas (Duchamp no MAM foi foda). Mas por enquanto ainda estou arrumando as coisas. E demoro um pouco para arrumar as coisas.
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E um poema que sempre posto aqui. Um poema de Nathan Zakh na tradução de Cecília Meireles. Um poema que está no livro Poesia de Israel (publicado em 1962). Um poema que se chama Dizem:
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Aquele que tropeçou, tropeçou
dizem
que aquele que traiu traiu
dizem
que aquele que está só está só
dizem
que aquele que partiu partiu
dizem
que aquele que esqueceu esqueceu
dizem
que aquele que não está contigo
dizem que se foi embora
dizem que esqueceu.
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Eu sempre digo: Flor, te amo!!!
agefqtj-

Terça-feira, Julho 08, 2008

Marcel Duchamp e a revolução

A mostra Marcel Duchamp: Uma obra que não é uma obra "de arte" abre dia 16 de julho no Museu de Arte Moderna de São Paulo. E fica até dia 21 de setembro. A revolução estará lá, porque Duchamp é o camarada!!!
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Na revista Bravo! deste mÊs: "A revolução perpetrada pelo francês [Duchamp] é a mais difícil de definir por causa de sua complexidade e da maneira anárquica com que ele mudou tudo na esfera artística. O conceito que orientou seu trabalho, no entanto, é bastante claro. Com Duchamp nasceu a idéia de que uma obra só está completa quando a ela se soma a interpretação do outro - no caso, o espectador. O maior artista do século 20 chegou a usar a expressão "arte retiniana" para definir as criações de seus antecessores, voltadas para a pura admiração da imagem captada pelos olhos. Ele não se contentava mais em jogar apenas com a visão: estimulava uma verdadeira troca intelectual com o admirador de suas peças. Pode-se dizer que tudo o que se chama hoje de arte contemporânea, da Marilyn Monroe de Andy Warhol às performances de Joseph Beuys, deriva, em alguma medida, de sua idéia seminal".
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Obrigado, Duchamp!!!
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Estaremos lá, é fato!!!
agefqtj-

Marcel Duchamp

Segunda-feira, Julho 07, 2008

Marcel Duchamp, Anemic Cinema

Porque Duchamp estará em SP de julho até setembro, e porque a revolução acredita em Duchamp!!!
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agefqtj-

Domingo, Julho 06, 2008

Um ciclista vendendo vespas

Charles Bernstein [foto], no jornal português Público, em 26 de maio de 2006, disse que não há "a poesia", mas "uma poesia", essa diferença traz dois conceitos essencias do seu pensamento - o "centro" e a "margem". "Para mim, tudo é uma poesia. Penso em tudo como sendo periférico. A periferia é a condição natural de tudo num universo múltiplo", defende, consciente de que a periferia de uns é o centro de outros mas que, ainda assim, é possivel "descentrar" o centro e "recentrar" a periferia. Não se trata de "valorizar" a margem, como "algo melhor e mais autêntico" (uma tentativa fácil num contexto poético). Trata-se de perguntar por que a "cultura oficial" reinvidica as suas práticas "não como uma maneira de fazer", mas como "a maneira de fazer". "O centro não tem necessariamente autoridade, no sentido de hierarquização de valores".
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Então, lembrei do ensaio A nova escritura do argentino César Aira. E também do ensaio O A-Ban-Do-no (ambos publicados em Pequeno Manual de procedimentos). Do último, seleciono isto: "Para que viver, com efeito, por que querermos ser escritores, se o que desejamos é ser Rimbaud?!".
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A revolução vai descansar no domingo!!!
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agefqtj-

Quinta-feira, Julho 03, 2008

410

[Scarlet Johansson é atriz. Mas canta também. Lançou, há pouco tempo, o disco "Anywhere I lay my head". Será que é bom?!]
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A revolução lê Bob Black: "O groucho-marxismo, teoria da revolução pela comédia, é muito mais do que um esquema para a luta de crassos: como uma luz vermelha na janela, ilumina o destino inevitável da humanidade, a sociedade déclassé. O g-marxismo é a teoria do deleite permanente (Senta! Isso, dogma bonzinho)" [das Teses Groucho-Marxistas, do livro Groucho-Marxismo, Conrad, 2006]
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C. Tarkos é escritor. Ele escreve o que ele quer. Em outras palavras, liga o botão do foda-se, e escreve: "Sou livre. Escrevo o que quero escrever, sou livre para escrever o que eu quero escrever, eu quero escrever, sou livre para escrever, sou livre para escrever o que quero, escrevo tudo o que eu quero, direi o que eu quero, escreverei o que quero, sou livre para dizer o que eu quero, posso dizer o que eu quero dizer, sou livre para dizer o que quero, escrevo o que quero" [Quadrado 1976645649762351394174, Revista Ficções, tradução de Rubens Figueiredo].
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A revolução acredita no fim de semana, na cama e no descanso necessário. A revolução escuta música, e ponto final.
Flor, te amo demais!!!
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agefqtj-